
Catarata é uma das principais causas de cegueira no mundo. Nessa condição, o Cristalino (a lente natural do olho) começa sofrer uma perda da transparência natural, reduzindo a qualidade visual de forma progressiva.
A principal causa de Catarata é o envelhecimento, geralmente ocorrendo após os 60 anos. Outras condições também podem causar Catarata, como por exemplo Diabetes, uso de Corticosteroides, traumatismos no olho, doenças inflamatórias, entre outras.
A Catarata pode causar sintomas como:
- Embaçamento visual
- Dificuldades para leitura
- Visão dupla
- Dificuldades para dirigir à noite
Diagnóstico
O diagnóstico da Catarata pode ser feito pelo oftalmologista, através de um exame clínico. A presença da Catarata também pode ser comprovada por exames como Ultrassonografia, Tomografia Scheimpflug (Pentacam) ou Tomografia de Coerência Óptica – Módulo de Segmento Anterior.

Tratamento
O tratamento da Catarata é cirúrgico.
Felizmente, a cirurgia de Catarata evoluiu muito, proporcionando uma grande precisão e segurança no tratamento, com uma cirurgia rápida e indolor.
A partir de agora, você vai entender um pouco mais sobre as grandes chaves para uma cirurgia de alta qualidade.

1) Diagnóstico
Procurar um profissional de confiança é muito importante. Infelizmente, alguns profissionais indicam a cirurgia de forma inadequada, e isso pode trazer consequências sérias. Uma boa cirurgia começa com uma boa indicação.
Qual é o momento certo para fazer a cirurgia?
Há alguns anos, quando as técnicas cirúrgicas eram agressivas e de maior risco, a cirurgia era recomendada apenas se o paciente tivesse uma “catarata madura”. Isso significa um estágio avançado, com perda praticamente total da visão.
Hoje em dia, com as técnicas mais modernas, indicamos a cirurgia no momento em que a redução visual esteja começando a atrapalhar as atividades diárias do paciente (dificuldades para ler, dirigir, etc).
2) Exame completo do olho
Um bom resultado cirúrgico depende muito do funcionamento das outras estruturas do olho, como a Córnea, a Retina e o Nervo Óptico.
Uma avaliação completa é muito importante, e pode prevenir complicações graves após a cirurgia.
Geralmente, indicamos exames como Ceratoscopia Computadorizada, Microscopia Especular, Tomografia de Coerência Óptica e Mapeamento de Retina, entre outros.


3) Precisão nos ajustes de grau
Quando fazemos a cirurgia, precisamos substituir o Cristalino doente por uma prótese, que é uma pequena lente que implantamos no momento da cirurgia.
A escolha do tipo de lente mais adequada e os ajustes precisos de grau, no momento da cirurgia são uma das principais chaves para uma boa qualidade visual.
Duas ferramentas que auxiliam muito são a Biometria por Interferometria a Laser (IOL Master) e o sistema de cirurgia guiada por computador (Verion), que permitem um planejamento cirúrgico de alta precisão e resultados de alta qualidade.
4) Reduzir complicações Intra-Operatórias
Obviamente o olho é muito delicado. Durante a cirurgia, dispomos de equipamentos como o Centurion, que oferecem um controle preciso de fluidos e pressão, aumentando a segurança durante a cirurgia, ajudando a prevenir complicações.
Além disso, sabemos o quanto a atualização profissional é importante. Por isso, estamos em constante treinamento e atualização, para estar na vanguarda das técnicas mais modernas.


5) Acompanhamento e correções pós-operatórias
Um bom acompanhamento pós operatório é essencial, para avaliar os resultados e ajustar detalhes. Um grande diferencial nas cirurgias com lentes de alta precisão (lentes Premium), se trata de podermos fazer ajustes e correções com laser. Assim, se houver alguma variação de grau não planejada, estamos prontos para tratá-la, com o sistema de laser MEL 90.
Que lente devo escolher?
Antes da cirurgia, o médico e o paciente devem avaliar qual a melhor lente a ser usada no momento da cirurgia. Existe uma grande variedade de lentes à disposição. Veja quais são os tipos principais:
Lentes Monofocais:
São as lentes mais comumente usadas nas cirurgias. Se forem corrigidos todas as alterações de grau, essas lentes vão ajustar o foco de visão para longe, e o paciente ainda precisará usar óculos para leitura.
Observação: Alguns pacientes optam por um ajuste chamado ˜Monovisão”ou “Báscula”, onde propositalmente deixamos um dos olhos com um grau residual de miopia, para melhorar a visão de perto em um dos olhos.
Lentes Monofocais Asféricas:
São como as anteriores, porém tem uma correção de superfície que melhora a qualidade visual e a focalização luminosa, diminuindo halos de luz.
Lentes Tóricas:
São como as anteriores, com o diferencial de corrigir Astigmatismo. O astigmatismo é um dos principais fatores que atrapalham na qualidade de visão após a cirurgia. Nesses casos, as lentes tóricas são grandemente indicadas. O sistema Verion, de cirurgia guiada por computador auxilia no ajuste e alinhamento perfeito dessas lentes.
Lentes de Foco Estendido:
São lentes que além de ajustarem a visão de longe, melhoram a visão intermediária, melhorando o foco para uso de computador e celular. Porém o paciente talvez ainda precisará usar óculos para leituras de letras menores.
Lentes Bifocais:
São lentes com foco para longe e para perto. Podem isentar o paciente de usar óculos, porém, seu desempenho deixa a desejar no uso de computador. Esse tipo de lentes pode causar dificuldades para dirigir a noite.
Lentes Trifocais:
São lentes com foco para longe, distância intermediária e perto. Esse tipo de lentes também pode causar dificuldades para dirigir a noite.
Quais são os riscos principais da Cirurgia de Catarata?
- Ressecamento ocular: Sempre que fazemos alguma cirurgia ocular, isso pode afetar a lubrificação, principalmente nos primeiros dois meses após a cirurgia. Por isso, indicamos uso de colírios lubrificantes.
- Infecção: É uma complicação extremamente rara. Porém, como forma de prevenção, recomendamos uso de colírios antibióticos de alto desempenho, e utilizamos uma dose de antibiótico ao final de todas as cirurgias.
- Ruptura de Cápsula posterior: É uma complicação pouco frequente, e pode impedir que usemos lentes especiais. Em alguns casos, necessitamos um procedimento extra de limpeza, que chamamos de Vitrectomia Anterior. Essa complicação pode ser evitada pelo uso de técnicas cirúrgicas específicas e uso de equipamentos com controle de fluidos e pressão, como o Centurion.
- Opacidades de Cápsula Posterior: É uma alteração que ocorre com a cicatrização, onde a proliferação de células pode causar uma piora visual, meses ou anos após a cirurgia. Para prevenir isso, recomendamos o uso de lentes de um material chamado Acrílico Hidrofóbico, com borda quadrada, pois esses fatores diminuem a migração de células no período pós-operatório.
- Alterações de grau: Alterações de grau são cada vez mais raras, se seguimos as etapas de planejamento que citamos acima. Essas alterações de grau podem ser corrigidas com óculos, ou por meio de correção com laser.
Quanto tempo dura a cirurgia?
R: Aproximadamente 10 a 15 minutos.
Como é a anestesia?
R: Costumamos fazer a cirurgia com uma anestesia local, juntamente com uma sedação. Assim, quando você acordar, a cirurgia já estará pronta.
Preciso usar tampão após a cirurgia?
R: Não. Não é necessário usar nenhum tipo de curativo especial.
Quais os cuidados principais após a cirurgia?
R: O paciente precisa usar os colírios prescritos de forma correta, comparecer às consultas de pós-operatório. Recomendamos que você evite pegar muito peso e evite locais sujos, principalmente nos primeiros 5 a 7 dias após a cirurgia.
